segunda-feira, 12 de abril de 2010

A origem natural do sucesso

Tudo começa com uma ideia. É dessa forma que o empreendedor constrói o seu empreendimento: como se fosse uma memória no futuro. Muitas dessas imagens iniciais não passam de miragens. Devaneios soltos, sonhos perdidos. Nada vai acontecer. Todo negócio possui uma taxa de risco e, quando ela supera a grandeza do sonho, está selado o destino do empreendimento: mais um projeto enterrado no amplo cemitério das fadadas a nunca serem amplamente realizadas. Ficam inconclusas.

Existem casos, porém, em que o sonho é tão grande que supera o risco, então realmente assumido. Não significa ausência de receio e daquele friozinho na barriga. Significa que, contra tudo e contra todos, uma nova história será escrita. Mas, mesmo que a coragem seja de bom tamanho, não há nenhuma garantia de sucesso empresarial, algo que depende de outros fatores. A grandeza do sonho é apenas o ponto de partida.

Para o sonho se tornar realidade, é preciso traçar o plano de ação, ou melhor, um plano de negócio capaz de avaliar com uma melhor visibilidade as perspectivas de sucesso. Nele, é preciso identificar o público-alvo, as estratégias comerciais e operacionais, as previsões de receitas e despesas, as estimativas de fluxo de caixa, as necessidades de investimentos.

Em geral, quando se explica a taxa de mortalidade de novos negócios, alinham-se preferencialmente fatores mais gerenciais: problemas com planejamento, organização, controle, gestão. De fato, um empreendimento mal administrado está fadado ao fracasso. Mas não é aí que gostaria de me ater. Existe um outro fator determinante do sucesso do negócio pouco ou sequer mencionado que se relaciona ao seu gene. E a qualidade deste gene, por sua vez, tem tudo a ver com a qualidade e a intensidade do sonho. Por ser um fator abstrato da natureza dos negócios, as estatísticas que determinam a taxa de mortalidade de novos empreendimentos não tratam desse tema. Vamos, juntos, compreender a natureza dos negócios.

Ego-empreendimentos

Os sonhos de sobrevivência surgem, em geral, quando a economia está em baixa e a taxa de desemprego, elevada. Na luta pela sobrevivência e na ausência de alternativas de trabalho, o que resta é a tentativa de empreender. E vale qualquer coisa, desde que gere uma renda mínima para financiar as despesas domésticas. Essa é uma das razões dos ego-empreendimentos, mas existem outras.

É o caso do empreendedor que deseja ser dono do seu nariz, sem prestar contas para ninguém. Pensa em algum negócio que possa se transformar no seu sonho de liberdade. Quer livrar-se das amarras do trabalho assalariado, com horários e rendimentos definidos. Sonha com mais tempo livre e mais dinheiro no bolso. Uma vida feliz, financiada pelo negócio próprio.

Empreendimentos com essas origens são quase sempre frágeis e vulneráveis. Trata-se muito mais da baixa intensidade do sonho do que dos aspectos gerenciais utilizados comumente como exemplos. Note que, embora as razões e os motivos sejam diferentes, empreendimentos calcados na falta de emprego e no anseio pela liberdade individual estão voltados para os interesses do próprio empreendedor. Por isso, são aqui denominados ego-empreendimentos.

Quase sempre, esses negócios entram no mercado acotovelando-se com tantos outros similares. Para o ego-empreendedor, não existe espaço para todos, nem diferença entre os produtos e serviços oferecidos pelos concorrentes. Por isso, o ego-empreendedor enxerga o mercado como um lugar de disputa, de competição acirrada, onde só sobrevive o mais astuto, ligeiro, esperto. Mercado não é lugar para brincadeira e negócios existem para ganhar dinheiro. Exclusivamente. As conversas do dia-a-dia estão relacionadas com custos ou despesas, fluxo de caixa, concorrente, faturamento, inadimplência, produtividade, objetivos e metas etc.

Lucro, para o ego-empreendedor, é resultado da equação receitas menos despesas e será tanto maior quanto maiores forem os esforços para maximizar essa equação. Essas são as características do modelo mental do ego-empreendedor.

Alter-empreendimentos

O alter-empreendedor é um observador do mercado. E também um grande curioso. Percebe que existem necessidades não supridas pelas empresas existentes. As ofertas, na forma de produtos e serviços, não conseguem resolver os problemas dos clientes, ou não oferecem um elevado nível de satisfação. É aí que o alter-empreendedor se inspira e se motiva. Tem um desejo de atender, satisfazer, surpreender. Gosta de criar e acha-se capaz de fazer algo diferente. Por isso, não teme a concorrência. Para ele, a imaginação é o grande diferencial competitivo. Acredita que sempre existe mercado para uma boa idéia.

Diferentemente do ego-empreendedor, o alter-empreendedor está voltado para o cliente. A pergunta-chave não é "o que eu quero produzir" ou "o que eu quero fazer", mas "quem é o cliente que eu gostaria de satisfazer". O alter-empreendedor pensa mais nas necessidades do cliente do que nos atributos dos produtos. Por isso, reconhece o cliente como o centro do sistema de negócio e sabe que os produtos e serviços são alternativas para atendê-lo e mantê-lo fiel.

As conversas do dia-a-dia nesse tipo de empreendimento estão voltadas a atendimento, fidelização, relacionamento, superação de expectativas, encantamentos, excelência, criatividade, propósitos, valores etc.

Lucro, para o alter-empreendedor, é o dinheiro que está no bolso do cliente e que este vai liberar até com velada gratidão caso suas necessidades sejam atendidas e satisfeitas. Essas são as características do modelo mental do alter-empreendedor.

Holo-empreendimentos

Holo é uma palavra grega que significa inteiro, completo, totalidade. Por isso, o holo-empreendedor possui uma visão mais sistêmica de mercados, de negócios e resultados. Vê o mundo como um grande empreendimento, mas ainda inacabado e com muitas imperfeições. Sente-se responsável e quer colaborar na construção dessa obra maior. Para ele, um negócio só tem razão de existir se fizer parte dessa grande obra e contribuir para a evolução da sociedade como um todo.

Para o holo-empreendedor, a pergunta-chave não é "o que eu ganho com isso" ou "o que o outro ganha com isso", mas "como eu posso contribuir para um mundo melhor". Não vê a empresa como uma propriedade, mas como um meio através do qual conseguirá fazer bom uso dos seus melhores talentos. Sente-se capaz de auto-realização e sabe que seus colaboradores também têm direito a esse objetivo, ou seja, da busca de realização.

As conversas do dia-a-dia estão relacionadas com solidariedade, responsabilidade social, cidadania, respeito ao meio-ambiente, às pessoas e à vida.

Lucro, para o holo-empreendedor, faz parte de um fluxo que gera benefícios a todos, por onde quer que passe.

Tela mental

Comecei dizendo que um novo empreendimento parte de uma idéia. É sempre assim, mas vimos que essas idéias produzem empreendimentos de diferentes naturezas.

Embora a realidade esteja aí ao alcance de todos, ao examiná-la cada um constrói a sua própria imagem dela. E isso se dá por dois motivos: primeiro, pela capacidade que cada um possui de enxergar o que está diante de seus olhos. Não vemos tudo com certeza, muitas coisas nos passam despercebidas. E talvez nessas coisas que nos passam despercebidas residam as melhores oportunidades.

Mas essa é uma parte da questão. A outra é que cada um de nós processa de maneira diferente aquilo que vê. As imagens que construímos decorrem das nossas percepções. Nossas percepções, por sua vez, resultam daquilo que valorizamos e em que acreditamos. Em suma: criar ego, alter ou holo empreendimentos depende das intenções, das crenças, dos valores e do estágio de consciência do empreendedor. Este, sim, é o fator realmente determinante do sucesso!

Roberto Adami Tranjan

Objetivo de Vida

Objetivo de Vida
Por Rick Warren

Muitas pessoas estabelecem metas, mas poucas chegam a estabelecer um
objetivo de vida. Metas estão relacionadas com áreas específicas da vida:
carreira, finanças, família, aposentadoria e outros aspectos importantes.
Objetivo de vida, porém, estabelece direção para a vida inteira. Seu
objetivo de vida é o que determina o panorama maior, a abordagem geral que
você adota em sua vida. Há quatro tremendos benefícios em considerar e
colocar por escrito um objetivo de vida:

Reduz frustração simplificando a tomada de decisão. Todos os dias encaramos
uma variedade de escolhas e, geralmente, bastante complexas. Ter um objetivo
de vida nos dá parâmetro para avaliar qual alternativa é a melhor.

Aumenta motivação. Um objetivo de vida correto servirá de inspiração para
que nos levantemos pela manhã e persistamos mesmo quando quisermos desistir.

Permite concentração. Sucesso é, em Grande parte, resultado da concentração
em uma coisa e fazê-la bem. Certo apresentador de notícias da TV exibia uma
placa em sua escrivaninha com a pergunta: "O que estou fazendo agora vai
beneficiar este programa?" Objetivo de vida nos ajuda a manter o foco em
nosso tempo, energia e recursos.

Atrai cooperação. É notório que quando decidimos onde queremos chegar na
vida, outras pessoas passarão a acompanhar-nos. As pessoas seguem aqueles
que descobriram claramente quem são e o que desejam realizar.

Encontre tempo durante esta semana para ficar sozinho em um lugar sossegado
e pensar sobre seu objetivo de vida. Sugiro os seguintes passos:

Identifique seus dons e talentos. Pergunte: "Em que eu sou bom?" e, "O que
eu realmente gosto de fazer porque o faço bem?" Quando Deus planejou criá-lo
dotou o seu DNA - sua estrutura e predisposição genética - de
características e habilidades específicas. A combinação destes traços faz de
você uma pessoa única. Deus quer que você faça aquilo para o qual Ele já o
dotou.

Reveja suas experiências. Pergunte: "O que tenho aprendido?" As maiores
lições surgem de nossos sofrimentos e dores. Isso precisa ser computado em
seu objetivo de vida.

Decida o que é realmente importante. O urgente nem sempre é o mais
importante. William James, um dos pioneiros da psicologia, disse certa vez:
"O melhor uso para sua vida é investi-la em algo que permanecerá depois
dela". Sendo assim, pergunte a is mesmo: "O que será que vai durar por mais
tempo?"

A Bíblia oferece este sábio conselho: "Acima de tudo, guarde o seu coração,
pois dele depende toda a sua vida...Olhe sempre para a frente, mantenha o
olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e seus passos serão seguros" (Provérbios 4.23,25,26)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Coaching? O que é isso?

Pode parecer algo complexo e de difícil acesso, ou restrito a executivos. A verdade é que o Coaching vem ganhando espaço e relevância no mundo corporativo bem como fora deste ambiente.
Isso por que é possível durante um processo de Coaching, atuar com relação a temas profissionais e pessoais, em diversas áreas de nossas vidas, como Relacionamentos, Equilíbrio Emocional, Recursos Financeiros, Desenvolvimento Intelectual entre outros.
O processo de Coaching consiste em identificar qual é seu Estado Atual, ou seja, qual é a sua situação neste momento, e projetar um Estado Futuro Desejado, de acordo com seus objetivos, crenças e valores.
É possível que neste momento você sinta que já está exatamente aonde deseja, já conquistou tudo o que desejava e não há nada mais o que buscar! Mas tenha certeza de que você pode ser ainda melhor do que já é hoje!
Que tal explorar todo seu potencial com o apoio de um Coach, e buscar a realização dos sonhos que estão em sua mente, mas ainda não foram trazidos para o campo da AÇÂO?

Abraços,

Alexandro Stephanin
Coach Profissional formado pelo Instituto Brasileiro de Coaching com Certificação Internacional pela ECA - European Coaching Association e GCC - Global Coaching Community.