Se você não sabe aonde quer chegar, você provavelmente ficará satisfeito com qualquer lugar!
E é exatamente isso que faz com que uma grande parte da população mundial tenha dificuldades em encontrar motivação para realizar mais coisas e obter melhores resultados em suas vidas! Em todos os sentidos!
Já perguntaram a alguém ou a si próprios, por que se levantam todo dia da cama? Por que deixam o conforto de seus lares para trabalhar, deixando por longas horas o convívio com suas famílias? Por que nas grandes cidades as pessoas passam horas no trânsito todos os dias? Por que fazer essas coisas?
Como imagina que as pessoas que trabalham e convivem com você, (líderes, liderados, pares, familiares) responderiam a estas perguntas? Se você imagina que a resposta seria: “Eu não sei!”, ou por que “A vida é assim mesmo”, talvez esteja na hora de ampliar sua visão!
Como e onde você se imagina estar daqui a 12 meses? E daqui a 5 anos?
Será que é possível estabelecer uma rota, um caminho, e efetivamente atingir estes objetivos de curto, médio e longo prazo?
Com certeza sim! E nosso cérebro funciona melhor quando traduzimos nossas INTENÇÕES em AÇÕES!
Para que possamos conseguir atingir nossos objetivos devemos estabelecer exatamente o que desejamos, qual o prazo para que seja realizado e como iremos realizar.
Para ficar mais claro, vamos usar como exemplo o sonho de comprar um carro novo. É importante definir qual a marca, o modelo, a cor, os opcionais que deseja, o ano de fabricação (0 km ou seminovo), etc. Quanto mais detalhado melhor! O próximo passo é determinar o valor deste carro e a forma de pagamento. Se será à vista, se financiado, em quantas parcelas, qual o valor de parcela que cabe no orçamento, pode ser por meio de um consórcio, se haverá um carro que você já possui na troca e qualquer outra forma possível no momento. Depois o mais importante: elaborar um plano de ação para que seja possível realizar este sonho dentro do prazo, ou quem sabe até antes! Definir o quanto deve ser economizado por mês se necessário, como o dinheiro será guardado, se será necessário economizar em alguma outra coisa, ou se é possível aumentar a renda com outras atividades ou com uma promoção no trabalho (aí já pode ser considerado como outro objetivo e pode ser elaborado um plano para isso também), ou seja, o que será feito de concreto para que, dentro do prazo que você estabeleceu, você consiga de fato realizar este sonho.
Outro fator importante é colocar tudo isso em um papel e colocar este Plano de Ação em um local visível para poder se lembrar sempre de seus sonhos. Leia com frequência e avalie periodicamente o quanto tem evoluído e se as etapas propostas estão sendo cumpridas. Em caso positivo, comemore, vibre mesmo com as pequenas conquistas. Caso tenha enfrentado alguma dificuldade que o tenha afastado de seu objetivo, faça uma autoavaliação, verifique se poderia ter feito algo para evitar que isso acontecesse e volte o foco novamente para a realização. Comece a projetar a imagem e a sensação de já ter realizado este sonho e parta para a ação!
Abraços e Sucesso!
Alexandro Stephanin
sexta-feira, 21 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Crise de compromisso
Sonhos não realizados, planos não implementados, projetos inacabados, objetivos não atingidos, metas não alcançadas!
"Onde foi que errei?", esta é a pergunta que o líder abatido faz a si mesmo. "Se isso é o que precisa ser feito, por que as pessoas não fazem?" indaga o líder, entre a frustração e o espanto. "As pessoas têm informações e conhecimentos para produzirem o melhor desempenho. O que as impedem?" mais uma vez indignado, remoendo seus ressentimentos. Diante desses questionamentos, o líder imagina um rol de culpados: a negligência, a preguiça, o desinteresse, a desmotivação. E, nessa busca por culpados, o líder não consegue enxergar as verdadeiras causas.
Todos nós conhecemos uma série de chavões utilizados nos ambientes organizacionais: o cliente é rei (dentro de determinados limites, é claro) o cliente é a razão de ser da nossa empresa (depois da norma e da vontade do chefe) os funcionários formam o nosso maior patrimônio (isso é, se a empresa estiver tendo lucros, caso contrário...). Basta constatar: cerca de 90% dos programas de qualidade não atingem os resultados esperados prega-se a excelência mas o que geralmente se vê é um alto grau de mediocridade nos serviços prestados pelas empresas todos concordam em surpreender o cliente mas o que se verifica é uma legião de clientes assombrados pelo descaso e pela indiferença. Essa série de incoerências explica, como veremos a seguir, as razões de tantas frustrações nos ambientes de trabalho.
Em sã consciência todos querem a qualidade, a excelência, surpreender os clientes, produzir os melhores resultados. Todos os líderes desejam uma equipe de alto desempenho e não se trata de um desejo qualquer: trata-se de uma condição necessária para sobreviver e prosperar no mercado. Mas por que isso não ocorre com freqüência? Afinal, qual é o problema? Resposta: ausência de compromisso! Esta é a palavra: compromisso! Grife, sublinhe e acrescente no seu vocabulário diário.
Exemplos de baixos compromissos são fartos nas empresas: a mercadoria que não foi entregue no prazo pactuado as especificações dos produtos que não foram cumpridas conforme o acordado a produção que não deu conta de atender a demanda as vendas que não preencheram a capacidade produtiva a área de marketing que atrasou com as peças promocionais o setor financeiro que ainda não concluiu o orçamento as reuniões que não começam nos horários previstos as pessoas que não se preparam para as reuniões as metas que não são atingidas os líderes que não envolvem os funcionários nas decisões.
Crise de compromisso! Talvez seja esse o nome da doença que ataca a maior parte das empresas. E é claro que tudo isso se traduz em baixo desempenho e baixos resultados. E pior: na medida em que as verdadeiras causas da crise de compromisso não são identificadas, o líder opta por medidas austeras e pressões de todos os tipos que agravam ainda mais a situação.
O que muitos líderes ignoram é que compromisso não se obtém com técnicas e normas. Não é uma questão de informações, conhecimentos e habilidades. Compromisso é uma questão de atitude! A base do compromisso está nos princípios ou valores humanos. E isso precisa ser aprendido pelas equipes... e principalmente pelos líderes.
Vale lembrar a frase do CEO que tirou a IBM da bancarrota, Lou Gerstner, que dizia "quero dirigir por princípios e não por procedimentos. Isso significa que quando surge uma situação, você não vai a um manual, pois sabe em seu coração e em sua cabeça o que fazer".
Pois bem! São os princípios e valores que garantem o compromisso.
Em primeiro lugar, uma visão e um sentido de propósito. Uma visão clara de como queremos que seja a nossa empresa. Uma compreensão compartilhada de como queremos tratar os nossos clientes. Um propósito pactuado de como deve funcionar o nosso negócio. Este consenso é o primeiro passo para promover o compromisso no ambiente de trabalho. Está aí o primeiro desafio do líder: conquistar a adesão de todos em torno de uma causa, representada pela visão e um sentido de propósito.
Se todos estiverem de acordo com a causa, então surge o segundo princípio: a coragem. Coragem significa superar os obstáculos, romper os limites, ir além. Mas isso só acontecerá de fato se o propósito for envolvente e desafiador. A visão e o propósito funcionam como um ímã, mas é a coragem que impulsiona à ação. O primeiro passo é dado com vontade e determinação quando o coração (que possui o mesmo prefixo da palavra coragem) estiver abraçado à causa. Não existem barreiras quando a causa é nobre e o coração é grande.
O terceiro princípio está ligado à disciplina. Disciplina de manter a chama do propósito acesa, de manter a causa renovada, de não ceder à negligência e à preguiça, de fazer bem feito na primeira vez, de envolver-se para valer com os clientes e seus problemas, de escolher pelo certo, pelo ético e pelo verdadeiro ainda que seja a alternativa mais difícil.
O quarto princípio está relacionado à perseverança. Significa manter-se firme no propósito, não desanimar e nem recuar. Saber que a fé precisa ser renovada diariamente. Reconhecer que os obstáculos existirão e que serão necessários para que as competências sejam ampliadas. Perseverar é não desistir apesar de tudo e de todos.
Observe que grande parte do denominamos de qualidade, excelência e superar expectativas dos clientes não se consegue com normas e regulamentos. Consegue-se com compromisso. E compromisso depende de princípios e valores, assuntos pouco tratados nas organizações. Compromisso é uma questão de integridade! E é difícil obtê-lo quando existem incoerências que partem da própria liderança.
Está aí a dica: comece o seu próximo programa de mudança organizacional elegendo os princípios e valores norteadores das decisões e das ações. Tudo isso vai requerer muita conversação e participação. É o investimento necessário para a conquista do compromisso e este será o maior desafio dos líderes e organizações nos próximos anos.
Roberto Adami Tranjan
"Onde foi que errei?", esta é a pergunta que o líder abatido faz a si mesmo. "Se isso é o que precisa ser feito, por que as pessoas não fazem?" indaga o líder, entre a frustração e o espanto. "As pessoas têm informações e conhecimentos para produzirem o melhor desempenho. O que as impedem?" mais uma vez indignado, remoendo seus ressentimentos. Diante desses questionamentos, o líder imagina um rol de culpados: a negligência, a preguiça, o desinteresse, a desmotivação. E, nessa busca por culpados, o líder não consegue enxergar as verdadeiras causas.
Todos nós conhecemos uma série de chavões utilizados nos ambientes organizacionais: o cliente é rei (dentro de determinados limites, é claro) o cliente é a razão de ser da nossa empresa (depois da norma e da vontade do chefe) os funcionários formam o nosso maior patrimônio (isso é, se a empresa estiver tendo lucros, caso contrário...). Basta constatar: cerca de 90% dos programas de qualidade não atingem os resultados esperados prega-se a excelência mas o que geralmente se vê é um alto grau de mediocridade nos serviços prestados pelas empresas todos concordam em surpreender o cliente mas o que se verifica é uma legião de clientes assombrados pelo descaso e pela indiferença. Essa série de incoerências explica, como veremos a seguir, as razões de tantas frustrações nos ambientes de trabalho.
Em sã consciência todos querem a qualidade, a excelência, surpreender os clientes, produzir os melhores resultados. Todos os líderes desejam uma equipe de alto desempenho e não se trata de um desejo qualquer: trata-se de uma condição necessária para sobreviver e prosperar no mercado. Mas por que isso não ocorre com freqüência? Afinal, qual é o problema? Resposta: ausência de compromisso! Esta é a palavra: compromisso! Grife, sublinhe e acrescente no seu vocabulário diário.
Exemplos de baixos compromissos são fartos nas empresas: a mercadoria que não foi entregue no prazo pactuado as especificações dos produtos que não foram cumpridas conforme o acordado a produção que não deu conta de atender a demanda as vendas que não preencheram a capacidade produtiva a área de marketing que atrasou com as peças promocionais o setor financeiro que ainda não concluiu o orçamento as reuniões que não começam nos horários previstos as pessoas que não se preparam para as reuniões as metas que não são atingidas os líderes que não envolvem os funcionários nas decisões.
Crise de compromisso! Talvez seja esse o nome da doença que ataca a maior parte das empresas. E é claro que tudo isso se traduz em baixo desempenho e baixos resultados. E pior: na medida em que as verdadeiras causas da crise de compromisso não são identificadas, o líder opta por medidas austeras e pressões de todos os tipos que agravam ainda mais a situação.
O que muitos líderes ignoram é que compromisso não se obtém com técnicas e normas. Não é uma questão de informações, conhecimentos e habilidades. Compromisso é uma questão de atitude! A base do compromisso está nos princípios ou valores humanos. E isso precisa ser aprendido pelas equipes... e principalmente pelos líderes.
Vale lembrar a frase do CEO que tirou a IBM da bancarrota, Lou Gerstner, que dizia "quero dirigir por princípios e não por procedimentos. Isso significa que quando surge uma situação, você não vai a um manual, pois sabe em seu coração e em sua cabeça o que fazer".
Pois bem! São os princípios e valores que garantem o compromisso.
Em primeiro lugar, uma visão e um sentido de propósito. Uma visão clara de como queremos que seja a nossa empresa. Uma compreensão compartilhada de como queremos tratar os nossos clientes. Um propósito pactuado de como deve funcionar o nosso negócio. Este consenso é o primeiro passo para promover o compromisso no ambiente de trabalho. Está aí o primeiro desafio do líder: conquistar a adesão de todos em torno de uma causa, representada pela visão e um sentido de propósito.
Se todos estiverem de acordo com a causa, então surge o segundo princípio: a coragem. Coragem significa superar os obstáculos, romper os limites, ir além. Mas isso só acontecerá de fato se o propósito for envolvente e desafiador. A visão e o propósito funcionam como um ímã, mas é a coragem que impulsiona à ação. O primeiro passo é dado com vontade e determinação quando o coração (que possui o mesmo prefixo da palavra coragem) estiver abraçado à causa. Não existem barreiras quando a causa é nobre e o coração é grande.
O terceiro princípio está ligado à disciplina. Disciplina de manter a chama do propósito acesa, de manter a causa renovada, de não ceder à negligência e à preguiça, de fazer bem feito na primeira vez, de envolver-se para valer com os clientes e seus problemas, de escolher pelo certo, pelo ético e pelo verdadeiro ainda que seja a alternativa mais difícil.
O quarto princípio está relacionado à perseverança. Significa manter-se firme no propósito, não desanimar e nem recuar. Saber que a fé precisa ser renovada diariamente. Reconhecer que os obstáculos existirão e que serão necessários para que as competências sejam ampliadas. Perseverar é não desistir apesar de tudo e de todos.
Observe que grande parte do denominamos de qualidade, excelência e superar expectativas dos clientes não se consegue com normas e regulamentos. Consegue-se com compromisso. E compromisso depende de princípios e valores, assuntos pouco tratados nas organizações. Compromisso é uma questão de integridade! E é difícil obtê-lo quando existem incoerências que partem da própria liderança.
Está aí a dica: comece o seu próximo programa de mudança organizacional elegendo os princípios e valores norteadores das decisões e das ações. Tudo isso vai requerer muita conversação e participação. É o investimento necessário para a conquista do compromisso e este será o maior desafio dos líderes e organizações nos próximos anos.
Roberto Adami Tranjan
Assinar:
Comentários (Atom)
